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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Arte da Renda de Bilros - Pedro Afonso

 Saberes e Ofícios
 
Uma rendeira habilidosa e expêriente consegue fazer praticamente qual quer trama, renda de metro, trilhos e toalhas de mesa, blusas, labirintos para rede... manuseando os bilros sobre sua almofada. A delicadeza e diversidade de formas impressiona.
 
Visite e confira.
 
    
 
As pesquisas que fizemos, apontam que a técnica surgui possívelmente na Europa. Escolas portuguesas dedicava-se exclusivamente a ensinar a arte. No Brasil, a renda está presente em todos os estados, com maior ou menor frequência.
 
 
Aqui em Pedro Afonso, no estado do Tocantins, o ofício ou arte da renda ganha características regionais, onde se destaca principalmente pelo uso de materiais naturais. Dentre as multiplas possíbilidades, as almofadas daqui são recheadas com folhas  secas de bananeiras, os bilros confeccionados com madeira de taboca e coco de tucum.
A renda é tecida sobre o molde de papelão, e presa com espinhos de Mandacarú, como mostra Luciana Duarte na foto abaixo.


Mandacaru e seus espinhos.
Fonte da imagem: http://www.acaatinga.org.br/index.php/o-bioma/sobre-o-bioma/flora/cactus-2/
http://www.acaatinga.org.br/wp-content/uploads/2011/08/cactus1.jpg


Na mão, espinhos de Mandacaru, ao fundo rendeira maranhence de bilros.
Foto de Luciana Duarte, 2012. Fonte da Imagem
http://lucianaduarte.files.wordpress.com/2012/08/dsc07451.jpg
http://modaetica.com.br/renda-de-bilro-em-raposa-ma/

O que é renda de bilro?
A renda de bilro, também denominada renda de almofada, utiliza-se da técnica artesanal que consiste em tecer os fios com pequenas bobinas feitas de semente (coco) da palmeira de tucum, com haste de madeira ou bambu, tendo como base moldes de papel ou papelão fixados numa almofada cilíndrica, onde, a partir de perfurações com alfinetes ou espinhos em sua superfície, são desenhados os motivos e pontos que darão forma ao produto final (p. 21).
Livro: Raposa de redes e rendas
Autora: Flávia Cerveira Tavares
 

Nossos jovens entrevistaram rendeiras locais para saber mais sobre a arte da renda.


Artigos científicos que discutem também a arte de renda de bilros.
Redes e Rendas: tecnicas e genero em Raposa/MA
NARRATIVAS E HABILIDADES DE RAPOSA, MARANHAO

 
  

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Fonte de Água da Libertação dos Jegues - Pedro Afonso

A celebração
 
No dia quatro de setembro conversamos com o Sr Josias sobre a celebração da Libertação dos Jegues, que aconteceu em 1956 em Pedro Afonso.
 
O evento representou a libertação dos jegues usados durante muito tempo para carregar água do rio Sono até a casa dos moradores que poderiam pagar pelo serviço de transporte, ou possuíam seu animal. Essa água era coada com pano, para separar sujeiras maiores, e usada para as tarefas da cozinha, limpeza e banho. As demais famílias buscavam pessoalmente a agua no rio, tomavam banho lá mesmo e lavavam sua roupa no ribeirão que tinha na entrada da cidade, hoje seco.
Com o passar do tempo, essa água direto do rio, foi causando muitas doenças.
Houve a perfuração de um poço artesiano, e a cidade passou a dispor de água encanada. Entretanto a água que chegava ás residências era salitre, como relata Sr Josisas e sua esposa Josefa, moradores de Pedro Afonso, imprópria para beber, lavar e cozinhar.
 
"Só é boa para a planta, para o coqueiro da praia."
 
Há relatos explicando como a louça ficava sebosa e esbranquiçada, quando era lavada com a água salitre do poço. Mas o que é salitre afinal?
"O salitre é uma substância que existe em certos solos a que os químicos chamam nitrato de potássio. Se a parede de um edifício está em contacto com um solo que contém salitre, ou se foi utilizada terra ou areia na sua construção, pode sempre ganhar salitre com a humidade. A água dissolve o nitrato de potássio da terra e trá-lo para a superfície da parede, geralmente nos cantos, onde a água se acumula. Depois, à medida que a água evapora, o salitre aparece sob a forma de cristais."
Fonte e Mais informações
Percebendo a urgência da situação, o poço foi abandonado e a água do Rio Sono voltou as casas, agora pelos canos.
Atualmente a água captado do Rio Sono é filtrada e tratada, antes de ser distribuída aos moradores da cidade. Na gestão de 2014, a prefeitura trocou os filtros e trabalha para garantir que todos os moradores da área urbana possuam um relógio medidor em sua casa, assegurando assim a boa qualidade da água e do serviço prestado.
 Assista abaixo a entrevista realizada com o Sr Josias e saiba mais sobre essa parte da história de Pedro Afonso.
 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Pedro Afonso - Informações sobre a cidade


Pedro Afonso - To. Imagem do Google Mapas, 2014.

Cidadezinha do interior do Brasil, margeada a esquerda pelo Rio Tocantins e a direita pelo Rio Sono, grandes rios que complementam a alimentação de famílias de pescadores...
Na época da seca, o nível dos rios baixam, mostrando grandes bancos de area, e assim, no mês de julho temos inumeras praias para tomar banho e espantar o calor.

Para maiores informações visite,
Prefeitura Municipal de Pedro Afonso: Prefeitura de Pedro Afonso
Pagina do IBGE com dados da cidade: IBGE - Cidades - Pedro Afonso
Jornais locais: Portal é Notícia e Centro-Norte Notícias



Pesquisando Pedro Afonso - Fonte de água da Libertação dos Jegues

Estudantes durante pesquisa de bens histórico culturais na cidade.

Entrevista com Sr Josias, sobre o trabalho com jegues na distribuição da água e o momento da sua libertação, depois da implantação da rede de canos e perfuração de poço.
 
Igor, Josias, Waleria, Fernanda, Ariane, Patrícia.

A água consumida pelos moradores da cidade vinha geralmente do Rio Sono, carregada em latas pelos jegues, então, os moradores coavam a água em potes de barro, com panos.
 
Potes de barro, tradicionalmente usado para coar a água do rio (a esquerda),
ainda são usados diariamente (a direita).

Hoje ainda bebemos água do Rio Sono. Ela é filtrada, tratada e distribuida.O subssolo do Estado do Tocantins é composto por água salbra, uma mistura de água doce e salgada inadequada para uso doméstico. Sendo muitas vezes, inviável perfurar poços.
 

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Pesquisando Pedro Afonso - Arte da Renda de Bilros

Arte da Renda de Bilros
Estudantes durante pesquisa de bens histórico culturais na cidade.

Dentre os saberes e oficíos da região, a Arte da Renda de Bilros tem destaque especial.
As redes de descanso fazem parte da vida dos moradores, e com ela a renda, que decora com barrados que bançam com o vento.
 
Rede com Renda de Bilros


Rendeira Regina Guimarães, 92 anos.
 
Flávia, Washington e Isaías.


Maria Tragino (Maria de Lourdes Carneiro Tavares) e Flávia.


Rendeira Maria Tragino e sua arte.


 A renda é tradição e fonte de recursos para as famílias.